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28.11.11

AS CORES DO OUTONO NO CENTRAL PARK

Esta edição do Blog é didicada a quem gosta da natureza e percebe um toque divino na maravilhosa palheta de cores, que a estação do outono nos brinda em alguns lugares. No Central Park em New York fica uma pequena amostra do que é a paisagem do upstate, Catskill, Vermont e etc...
A profusão de cores mutantes é fenomenal. Do verde, aos poucos tudo amarela e termina num vermelho forte.
A entrada do Park lembra um pouco uma pintura parisiense do século passado. O frio obriga as pessoas a serem mais elegantes no vestir.

De charrete ou a pé, turistas se amontoam para ver de perto o espetáculo da natureza.


Adentra-se ao parque, por caminhos coloridos e um tapete de folhas, resultado do vento frio que anuncia o inverno que vai chegar.


Cada detalhe é uma obra prima de cores
e de reflexos, cada um  disputando o alto do podio.
Nesses reflexos, nadam os patos selvagens que
imigraram do Canadá em busca de um lugar mais
quente para passar o inverno.


Sem palavras.


Um musico desempregado, desfila uma seleção de Jazz
em troca de moedas.



Os monstrengos de concreto e ferro, que enfeiam a paisagem novaiorquina, perdem sua imponência quando visto entre as árvores coloridas do Central Park.


Esse é talvez o mais fotografado cantinho do parque. Uma paisagem emoldurada por folhas avermelhadas. Duas tartarugas aparecem para tomar sol e posar para fotos.
Lampiões acesos todo o dia, dão um toque da presença
do homem na beleza do parque.

Os caminhos parecem sonho.
E dizer que essa paisagem, daqui a algumas semanas, transforma-se em esqueletos tentando alcançar o céu
de nuvens brancas, como branco será a neve que irá cobrir o chão.
Nem tudo é eterno...




E foi assim que eu e minha filha curtimos uma manhã deliciosa de outono no Central Park.
Que essas imagens sejam uma mensagem de Paz para o Natal que se aproxima.
mms

PAZ !

Novembro 2011
fotos mecenas salles

15.9.11

MARAGOGIPE - A CIDADE QUE FICOU NO PASSADO

Quando os portugueses chegaram à Bahia, encantaram-se com a quantidade de locais onde podiam aportar suas caravelas, no litoral de uma enorme baia, que bem mais tarde veio a chamar-se "Baia de Todos os Santos".
Dezenas de pequenas ilhas, rios desembocando no mar e uma vegetação luxuriante. Em uma região às margens do Rio Paraguassú, habitava uma tribo de indios chamada de "Marag-gyp" o que significa rio dos mosquitos, por ser ladeada por enorme manguesal de mais de 30 quilômetros.
Mais tarde a cidade de Maragogipe foi fundada e tornou-se município em 1693, hoje cidade desde 1850.
É dessa cidadezinha de cerca de 45 mil habitantes, a maioria descendente de escravos, que iremos visitar através das fotos que tirei após a Regata Aratú-Maragogipe, um dos grandes eventos da cidade.

A arquitetura secular de casas humildes.

Calçamento secular de pedras trazidas por grandes barcos e os sobrados dos senhores
portugueses, fazem a identificação da pequena cidade.


O gôsto por cores fortes é visível por toda parte. Algumas casas recentemente reformadas e pintadas, fazem contraste com outras quase em ruínas.

A velha cidadezinha reluta em modernizar-se e isso cria um beleza plástica, certamente não apreciada pelos moradores dessas antigas casas.




Em 1920, a fábrica de charutos Suerdick era uma das
emprêsas que sustentava muitos emprêgos na cidade.





A única modernidade são os poucos carros que trafegam pelas ruas estreitas. Se fecharmos os olhos para os monstregos de 4 rodas, poderemos imaginar cavalos, charretes e carruagens trafegando pelas vielas.




São Bartolomeu, o padroeiro da cidade e responsável pela maior festa popular em Maragogipe. A estátua de gosto duvidoso, fica em meio a uma praça onde abriga vendedores de artesanatos, vindos de outras cidades do recôncavo.

Aos pés de S. Bartolomeu, um descanso baiano que ninguem
é de ferro...



GENTE DO LOCAL

Atoa na vida, olhando a banda passar



Os mascarados, conhecidos como "caretas" fazem a festa mesmo fora do carnaval.






As meninas, os sorrisos e o cãozinho...



<>
Fala aí pessoal. Sou ou não charmoso?




oooooooooooooooo//oooooooooooooooooooo


Porta da Igreja de São Bartolomeu

E assim nos despedimos de Maragogipe, a pequenina cidade do recôncavo baiano em que o tempo parou no passado.

fotos e texto por mecenas salles
para ver as fotos em tamanho grande é só clicar nas mesmas
comentários são bemvindos

obrigado pela visita.





22.8.11

REGATA ARATÚ - MARAGOGIPE (Bahia)

A regata Aratú - Maragogipe é uma das mais importantes no calendário náutico do Brasil. São centenas de concorrentes em várias classes, criando um visual maravilhoso.

Tudo que tem vela e desliza no mar pode concorrer. A festa começa em Aratú e termina em Maragojipe, uma cidadezinha as margens do Rio Paraguassú.

De carona na lancha de meu amigo Teng Li, cuja lancha tem
o estranho nome de "amnésia". A lancha é altamente confortável
até para fotografar com a lancha em movimento.


Salvador visto do mar é sempre deslumbrante. A arquitetura, as cores, tudo conspira a favor de uma paisagem sem igual.

E lá vamos nós em busca dos navegantes que participavam da regata. Deixando Salvador no horizonte. 
De repente...

Ao longe, surgiam os primeiros saveiros, embarcação típica da Bahia, com suas velas características.

Ainda podia-se ver Salvador e alguns navios petroleiros no horizonte.
Os Saveiros, que no passado eram mais de 1.200 e hoje em dia não passam de 180, tendendo a diminuir. A manutenção é razoalvemente cara e os antigos proprietários não têm recursos.
Alguns estão sendo comprados até por turistas estrangeiros.

Os Saveiros são imponentes. Deslizam na mansidão da Bahia de Todos os Santos, com suas velas brancas ou manchadas de anil. A categoria "Saveiros" é sempre a que oferece a maior beleza plástica.



Existem dezenas de
publicações sobre saveiros.
Eles enfeitam escritórios,
corredores e salas. Desde uma simples foto
a pinturas a óleo sofisticadas.



 Mas a regata não era apenas de saveiros. Logo após a largada o mar encheu-se de velas de todas as forma. Centenas delas.



Uma tempestade ameaçava chegar. O céu escureceu e as velas ficaram ainda mais brancas.

E lá vão eles em direção a Maragojipe. O ceu estava preto, mas nada de chuva.




Na regata o maior trabalho é do barco e das velas.
A tripulação trabalha um pouco, é claro, mas rola sempre uma cervejinha ou um whisky maneiro.









Dois pescadores, indiferentes a regata, buscavam seu sustento nas águas
da baia.


O ceu ajudava a polarizar as fotos e o reflexo da vela azul, fazia ainda mais bonita a imagem.

Eu falei azul? Pois é, o verde também queria aparecer e derramou-se nas mansas águas de Iemanjá.

Muitos nem disputavam a regata. Apenas divertiam-se em suas lanchas, iates ou catamarans O dia era de festa e a grande festa era em Maragojipe.




Chegamos ao final da viagem.  Um dia de muita curtição, alegria e festa.



Finalmente Maragojipe, uma cidade perdida no tempo e muito hospitaleira.



E eu, enquanto esperava um milho assado, imaginava meu próximo blog que será sobre a cidade de
Maragojipe.


Obrigado pela visita e voltem sempre.

mecenas salles
salvador, agosto de 2011

P.S. Clicando nas imagens pode ver em tamanho grande. Seus comentários são bemvindos.