Da rua até o hotel foi um pulo. Parecia que o ceu estava prestes a desabar.
Lá chegando corremos para a cobertura, onde está a piscina e começamos a documentar o ciclone que passava bem em cima de nossas cabeças.
A enorme nuvem negra vinha se chegando, assustadora, devagar, empurrada pelo vento. Aos poucos ela cobria todo o ceu, encrespava as aguas do mar e fazia todos os turistas correrem para seus hoteis.
Somente uns poucos argentinos (Em Canasvieira onde estavamos, parecia Buenos Aires, só se escutava castelhano) se aventuraram a ficar na água, arriscados a levar um raio na cabeça.
Correr com um carrinho de sorvete, na areia molhada para fugir da tempestade, é complicado. Mas, na hora do aperto, não existe dificuldade.
Finalmente a chuva chegou, uma nuvem branca empurrada pelo vento forte. Longe de nós, é verdade, mas não menos preocupante. A chuva que caiu onde estavamos, foi forte. Tão forte que tivemos de entrar e aproveitar o barulho da água na varanda, para tirar um merecido cochilo.
mmsalles
































